É uma forma fácil de retomar o blogue, então vamos à lista de melhores do ano passado no circuito carioca, seguida de algumas observações:
1) Falsa Loura, Carlos Reichenbach
2) A questão humana, Nicolas Klotz
3) Paranoid Park, Gus Van Sant
4) Serras da desordem, Andrea Tonacci
5) Antes que o diabo saiba que você está morto, Sidney Lumet
6) A espiã, Paul Veerhoeven
7) O sonho de Cassandra, Woody Allen
8) O Sol, Aleksandr Sokurov
9) Encarnação do Demônio, José Mojica Marins
empatados em décimo: Fim dos tempos, M. Night Shyamalan; 4 meses, 3 semanas, 2 dias, Christian Mingiu; A garota dividida em dois, Claude Chabrol.
Precisaria ver/rever: Cleópatra, Julio Bressane; Sangue negro, PT Anderson; O silêncio de Lorna, irmãos Dardenne; Meu nome é Dindi, Bruno Safadi; etc.
Eu poderia tranquilamente fazer uma lista com 20 filmes, incluindo menções a Queime depois de ler, Em Paris, A última amante entre outros filmes menores porém adoráveis, mas prefiro me fixar nesses nove filmes títulos que concentram o que de melhor vi no cinema em 2008. São, esses sim, ao meu ver, projetos estéticos resolutamente sólidos (a exceção talvez seja no máximo o Mojica), de forma que este ano minha opção foi mais por um rigor que por um impressionismo mais pessoal. Fica fácil de entender então minha opção por deixar de fora os três filmes que viriam em décimo, porque já são filmes mais irregulares - Fim dos tempos, por exemplo, é adoravelmente elegante, mas em termos de dramaturgia vai bem abaixo de Sinais, meu preferido dentre os que vi de Shyamalan.
Mas ano que vem tudo pode mudar.
3.1.09
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2 comentários:
fim dos tempos tem um projeto estético muito mais sólido que o do zé do caixão!
talvez, mas isso falando apenas do encarnação do demônio especificamente, que é um típico (ainda que bom) filme de retorno. só que taí um filme a se defender (não acho que seja necessário me estender quanto a isso).
o negócio também é não confundir elegância com dramaturgia (ou solidez, tanto faz) - por isso eu prefiro tanto sinais a fim dos tempos, porque é um filme justamente oposto a este último> um filme onde tudo está na tela (1- é um filme sobre fé; 2- os extra-terrestres realmente existem), onde é preciso justamente se mostrar tudo e daí a impressão de uma solidez, concretude. fim dos tempos já tem um registro no sentido de observar à distância, e é por isso que é um filme bem bonito mas que não consigo defender ardorosamente.
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