Eu ia escrever um comentário mais ou menos grande sobre o filme, mas desisti no meio e entrego aqui um resumo que facilmente dá conta de tudo:
Basicamente, é Eastwood tendo que lidar com um roteiro ruim, francamente expositivo (“Baseado numa história real”, nos diz o letreiro no início, e todo o resto do argumento se dará no sentido de remontar fatos, com eventos aparecendo na tela tão logo surgem cronologicamente) e tentando aplicar pequenas dramatizações no interior das cenas – o hospital psiquiátrico e seus funcionários se comportando como sádicos reclusos em seu reduto de perversão, as cenas posteriores do serial killer, até sua execução, a sequência em que o policial chega pela primeira vez ao rancho. Há, no entanto, vilões, e isto é bom (embora dure apenas até pouco mais da metade do filme): a canalhice estampada na cara dos policiais é um elemento no qual Eastwood faz bem em insistir e tira bom proveito.
Mas não há como se esconder a nítida sensação de que se está repousando sobre uma superfície planificada, extensa a se perder de vista, o que é ainda reforçado pelo gosto declarado do filme por uma certa nostalgia de época.
17.1.09
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