27.1.09

Tubarão

(Jaws, 1975)

O clímax é genial. Mas o caminho não é tão simples, ao contrário, meio tortuoso mesmo: Spielberg aprendendo a usar o 2.35, o que gera uma certa dureza no trato com as imagens, no uso do quadro, que diversas vezes atinge a dramatização da própria trama central – o perigo submerso, como mostrá-lo? A tensão entre o que está acima, fora, e o que está dentro da água, como constituí-la? Os travellings aquáticos que ilustram planos ponto-de-vista do tubarão não são mais do que meras tentativas (bem mal-sucedidas) de responder a isso.

Mas tem poucas coisas piores no filme que a trilha sonora de John Williams, que consegue se superar a cada momento, mais e mais ridícula (sem incluir a música tema)...

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