O problema dos documentários é que eles nunca conseguirão alcançar a elegância dos filmes de ficção. Quando tentam ser poéticos, são bregas. No geral, são feios. Se eventualmente podem nos tocar, nem por isso deixam de ser um árduo caminho em direção à experiência estética.
E não é uma questão de odiar o mundo, achá-lo feio, como talvez pareça. É questão do registro, de dispositivo mesmo. Porque o filme de ficcção tem debaixo de si a mesma matriz, o mesmo mundo do documentário. E, no entanto, são as ficções que nós amamos.
Atentem: é a beleza do dispositivo.
8.4.09
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