13.11.09

Ressaca

A crítica é um tédio incurável. Não há nada para se dizer sobre A erva do rato, absolutamente nada, embora este seja um belo filme. Não há nada para dizer sobre Inimigos públicos, ainda que este seja o meu filme preferido do ano. Não há nada a se dizer também sobre Singularidades de uma rapariga loura, melhor filme do festival do rio. Vou ali me suicidar e já volto.

Há uma ou outra coisa a se dizer sobre Bastardos inglórios e Amantes, grandes filmes, mas redondamente submetidos a um rigor de construção mais perceptível – as articulações infestam a tela, a dilatação do tempo e o classicismo manipulado; a beleza feita, fabricada, e nem por isso menos sincera. Infelizmente estes já são filmes que não me interessam tanto.

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